Sobre nós

Sou um comum cidadão que gosta da vida, tal qual ela é, cheio de defeitos e algumas virtudes.

Nascido e criado em ambiente rural, ainda quando o mundo se restringia à minha aldeia e aos meus amigos, sem janelas para o exterior, depressa percebi que ao meu redor gravitava uma imensa amalgama de emoções e efeitos cinéticos e químicos de abstrata e incalculável dimensão, rumo à ainda, na altura, desconhecida teoria cosmológica.

Concluída a instrução primária, com alguns precalços pelo meio, eis senão quando, fundamentalmente minha mãe, uma mulher muito para além do seu tempo, rompe com as amarras que a prendiam ao passado e contra ventos e marés, projecta, para os seus filhos, um modelo de vida, que não passasse pelo cenário da mediocridade e exclusão.

À data, as ofertas eram reduzidas e não fora, na altura, esse Trama do nosso contentamento, do Ramal da Pampilhosa que nos levava, ainda |crianças| e madrugada dentro, rumo à cultura |Figueira-da-Foz| e não estaríamos, seguramente aqui, a contar esta história.

Tudo era novo, tudo era estranho mas, os dias passavam e absorvia-se àvidamente a cultura citadina, sem nunca resvalar da educação e dos princípios que o berço nos ensinou, apesar dos desafios com que a todo o momento a sociedade nos brindava.

Nem tudo eram rosas mas, com os apoios na altura possíveis, os anos passavam e consolidava-se o desejo materno. Vencia-se o Liceu e almejava-se o todo supremo, representado pela cátedra que de miragem nunca passou. Outros desafios se nos colocavam e a política de então faz-nos adiar o sonho nunca concretizado.

Vem o serviço Militar e o chamamento do dever interrompe abruptamente o sonho e deixa cair por terra todos os projectos.

São 3 longos anos dedicados às causas alheias, incompreendidas e incompreensíveis, numa idade sorvedora e deslumbrante.

África seduziu-me, pelo seu encanto sim mas, também e fundamentalmente, pelo cariz selvagem e acolhedor das suas humildes gentes.

Primeiro Angola e o serviço militar, com reduzidas chances de |chafurdar| na sua cultura; depois Moçambique e esse sim,  dos meus encantos, país multicultural, de diversas etnias, formosas praias e uma culinária sonhadora.

Foram dois anos de descobertas e de ligação a uma cultura híbrida e desconcertante.

Descobri como África e Moçambique se misturavam e aproximavam ao ideal da perfeição.

Dela trouxe os cheiros, os aromas, as tradiçoes, o Mundo por descobir, selvagem, tal qual ele se nos apresentava, nunca faltando personalidade nem tempero.

A sua tradicional e caracteristica culinária, muita dela já importada de referenciais Indianos, prendeu-me como por encanto e por aqui se diz, pelo "beiço".

A Mukapatha, a Savana, a Patanicua, a Badjia, a Xima, a Mucapata, o Frango Cafrial ou à Zambeziana, o Caril, o Mucuani, o Chacuti, o Camarão à Zambeziana e o Quiabo, tudo com muito côco e piri-piri. Em jeito de explicação se confere a raíz swahili ou kiswahili do seu termo, associado à lingua banta, importada do Quénia, Tanzania e Uganda, embora os seus falantes nativos, os povos suaílis, sejam exclusivamente oriundos das regiões costeiras do Oceano Indico, cujo idioma, trazido até ao norte de Moçambique, tenha enraizado e sido disseminada em áreas muito diversificadas, nomeadamente dando roupagem e indexando-a a uma matriz popular e incorrecta |piri-piri|, linguagem da família banta do povo suailli, quando a sua origem etimológica convertida na línguagem do País aconselharia o uso de, |pimenta-pimenta|.

A pimenta entrou na minha vida, como que por encanto, para não mais sair; foi amor à primeira vista, |à primeira degustação|, muito por culpa de meu saudoso sogro, um inveterado defensor dos seus benéficos efeitos, pela prática da sua sistemática e longeva degustação e pela matriz cultural de uma vida a ela exposta

Desde o meu regresso das margens do Índico, ficou-me o hobbie que cultivo desde 1974 numa perspectiva de proporcionar aos amantes do ardido, o inebriante, exótico e salutar encanto da sua degustação.

Ficou-me o gosto e a convicção da sua importancia na alimentação; a capsaicina e o seu princípio activo a fazer a diferença, nomeadamente enquanto vasodilatador e preventivo de muitas e variadas disfunções orgânicas seja ao nível do sistema imunológico ou anti-inflamatório com nítidas melhorias de cicatrização e acção bacteorológica associadas.

Deixe voçê, também, que o seu cérebro derrame generosas doses de endorfina

Confira também,  |e aqui|,  a importância da sua administração

Consumir pimenta, é antes de mais um estado de espírito

Coma pimenta,  |capsaicina|,  regradamente.

  
  


  

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